
ENGINES
OF SINS - BLOODY
Engines of Sins é o segundo álbum oficial do Bloody,
excelente quarteto de thrash metal do interior de SP. Embora
o debut da banda, Slow Death, já fosse um ótimo
play, Engines of Sins sem dúvidas eleva o Bloody a um
outro patamar, sendo impressionante a evolução
dos caras neste novo trabalho. A extensa turnê que incluiu
até o Nordeste do Brasil com certeza fez a diferença,
deixando o grupo ainda mais entrosado e conciso.
O
novo álbum começa com a excelente "Bloody
Machine", cujos timbres de guitarra iniciais rapidamente
nos remetem à fase áurea do thrash oitentista;
destaque também para a ótima linha de batera,
já trazendo à tona a habilidade de Luis Coser
e suas influências de Dave Lombardo (referência
indispensável para qualquer batera de heavy metal que
se preze).
A
rifferama continua com a matadora "Invisible Faith";
destaque para o solo logo no início da música.
Tá aí um som que com certeza não deverá
faltar nos shows do Bloody. A próxima é "No
Pay No Gain", disponibilizada previamente no Myspace da
banda, seguida da faixa mais rápida de todo o álbum,
"Kill the Order", que é mais um dos destaques
do CD: um som repleto de variações, muito bem
encaixadas, lembrando o Sepultura da fase Arise, mas com a personalidade
do Bloody.
Na
seqüência, temos "Forbidden Words", que
tem como principal elemento de sua estrutura o excelente riff
inicial, que leva nas costas grande parte da música.
Precisa de mais alguma coisa? Com certeza uma das melhores do
álbum e clássico instantâneo da banda. Destaque
absoluto também "Forsaken by the Gods", que
conta com um excelente trampo de batera - as incursões
de tambores em meio às levadas cadenciadas são
perfeitas.
Impossível
finalizar esta resenha sem falar sobre "Vírus",
faixa totalmente cantada em português, repleta de variações
de tempo, no entanto sem diminuir a porradaria em momento algum.
A repercussão que a banda vem obtendo com este som é
mais do que merecida e quem sabe os caras nos brindem com outras
músicas em português nos próximos álbuns!
"Chaos
Empire" finaliza o CD de forma brilhante; o riff casado
com as viradas de batera criaram uma intensa parede sonora.
O final com batidas tribais comprova mais uma vez que os pais
do thrash nacional (vocês sabem quem) realmente deixaram
um legado, mesmo em seus discos mais criticados.
E
o Bloody manteve também a tradição de caprichar
na parte gráfica, disponibilizando no encarte a tradução
de todas as letras do álbum. Coisa de quem realmente
tem uma mensagem a passar e não tem vergonha de se esconder
atrás de uma língua que poucos, no Brasil, conhecem.
Beware the Bloody machine!!!
Daniel Person
Colaborador Metal Rise