17/08/2008
- Tuorta de Dannone, no Hammer
Rock Bar
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Quando
eu recebia spams de uma banda chamada Tuorta de Dannone,
eu sempre deletava. Pensava que era algo do tipo Balão
Mágico, ou algo de zoeira. Ao chegar ao Hammer
nesse dia 17/8, parei na porta e vi uma figura que,
para mim, era emo, e quando entendi que essa figura
era da banda , eu pensei algo do tipo: "é...
não podia ser diferente, deve ser algo de zoeira
mesmo" então me encosto no balcão
do bar pra tomar um chopp (e que chopp, hein amigão!!
hahahaha) então, olho pra cima e vejo uma garota
se preparando pra tocar batera, e ela ainda tinha um
microfone, então logo pensei que ia rolar um
backing da batera.... rapaziada.... se eu te falar que
assim que eles começaram, e pude perceber a pegada
que essa garota tem na batera, eu desacreditei... e
o que me deixou mais surpresa, é que ela cantava,
então, fui na frente do palco e não vi
ninguém cantando, "aquele vozeirão
tão afinado era da baterista que tava dando o
sangue lá, tocando até Cradle of Filth???????"
Estás de brincadeira comigo... vou te falar,
paguei um pau mesmo!
Fui à frente pra me certificar que meus ouvidos
não estavam me enganando, e realmente parei....
não entendia muito bem o estilo da galera, o
guitarrista com uma franja estilo emo, a outra guita,
a tecladista e o baixista normal, mas com ar bem jovial
que não passa muita confiança quanto a
levarem um som redondo, com responsabilidade... e eis
que entra em cena o vocal..... e quando você olha
pra ele, você logo pensa que é um cantor,
comum, daqueles que cantam em churrascaria e tal...mas
qual a minha surpresa?? urros destruidores vindo daquele
cara, que soube mandar um gultural de qualidade mesmo,
e muita sincronia e responsa no som dos demais integrantes.
Isso até nem me fez reparar tanto que a presença
de palco deles fica devendo um pouco, mas nesse show,
uma coisa compensou a outra, não da pra explicar,
tem que ir lá e ver.
Confesso, foi uma noite que realmente me surpreendeu,
pela mistura toda, e pela qualidade; e que me fez aprender
que não devemos julgar pela aparência ou
pelo nome esquisito.
Mesclaram
cover do Cradle of Filth e After forever com seus sons
próprios, que são bem legais!
No fim, a batera/vocal cujo nome é Mayara, saiu
de trás e sentou-se à frente, e num dueto
de voz+guita mandaram um som que vocês podem ver
aqui (VEJAMM) http://www.youtube.com/watch?v=y5G9Ms7kf4c
que deixou mais claro aí, a grande potencialidade
da voz dessa garota. De boa, não sei se é
o mês (hahaha)... mas fiquei arrepiada ouvindo
esse som deles que vocês podem conferir aí
no youtube.
Eu recomendo essa banda de Paulínia, e muito!
Quando tiverem a oportunidade, vão conferir essa
banda ao vivo... é adrenalina!
Parabéns ao Tuorta de Dannone.
Quando Ater Letum entrou, começou a destruir.
Já conheço a banda e sei de suas qualidades,
e por motivos pessoais, tive que ir embora logo no começo
do show, por esta razão, passo essa resenha ao
Wagner.
Mas faço uma ressalva.... quero parabenizar demais
o Fabio (guitarrista do Ater) pois sua performance,
sua fome de tocar, o prazer que ele sente em cima do
palco é digna de um troféu!
Você vê um show do Ater e quer banguear,
você quer vomitar toda sua fúria.... é
uma corrente de energia que passa entre sues membros
e não te deixa parado.
Isso eu posso dizer do Ater Letum, porque eu sei que
é assim, mas o desenrolar da noite fica pro Wagnão!
MIH
Pereira
Grupo Metal Rise
17/08/2008
– Endless Dark (HIM cover), Ater Letum e Tuorta
de Dannone, no Hammer
Rock Bar
A
primeira banda a se apresentar foi o Endless Dark fazendo
tributo à banda finlandesa HIM. Logo de cara,
deu pra perceber que a banda não estava muito
à vontade no palco, o som estava estranho e estava
soando como uma banda completamente amadora, o que me
deixou perplexo, pois já havia lido uma resenha
sobre o show dos caras na Ocean, casa tradicional no
estilo, falando muito bem da apresentação
deles.
Clássicos como: Buried Alive By Love, Wicked
Game, Right in My Arms, Vampire Heart, Your Sweet Six
Six Six, Soul on Fire, Join Me, ficaram completamente
descaracterizados. Mas para o povo que não é
apreciador da banda original ou não a conhece,
os dois covers Rebel Yell (do Billy Idol) e Wicked Game
(do Chris Isaak), só confirmaram a catástrofe
que estava acontecendo no palco. Muitas pessoas presentes
acharam uma completa falta de respeito, porém,
um camarada me chamou atenção para um
fato que estava passando despercebido. Ele simplesmente
virou para mim e disse “Presta atenção
no baterista”. E meu espanto não poderia
ter sido maior. Bêbado era apelido pro cara, ele
estava visivelmente fora do ar, errando o ataque dos
pratos, acabando com o andamento das músicas.
Foi uma apresentação medíocre,
infantil e completamente anti-profissional desse baterista
em relação ao público, ao bar e
com seus companheiros de banda. Lamentável.
A
segunda banda a subir no palco e de certa forma a atração
da noite, pois grande parte do público estava
“uniformizado” com a camiseta da banda,
foi a banda de Paulínia, Tuorta de Dannone.
Eu já tive a oportunidade de ver a baterista
Mayara em ação cobrindo shows para a Moonwitch
(Nightwish cover), mas nunca tive a oportunidade de
conhecer o trabalho próprio ao vivo. Nesse show
teve a surpresa com a troca de estilo da banda que anteriormente
era definido como Gothic metal, e agora é divulgado
como Death Metal Melódico.
O Set foi muito bem escolhido, mesclando as músicas
próprias com covers.
O repertório contou com as seguintes músicas:
Nightmare for a night, Tonight in Flames, The Day that
Sun Died, Face Your Demons, Portrait, Her Ghost in the
Fog, Invisible People. As músicas próprias
são matadoras, o vocal de Maya me lembra muito
vocalistas como Marjan Welman do Autumn e Beatriz Albert
do Ebony Ark. É sem duvidas uma das vozes mais
bonitas do metal na nossa região e deveria ser
referência tanto para vocalistas quanto para bateristas,
pois suas qualidades nas duas funções
são extraordinárias. Claudya e Aline,
indiscutivelmente o carisma da banda, mandaram muito
bem em suas funções. A dica fica para
a ala masculina da banda, deveriam se soltar mais e
manter a harmonia no palco junto com as meninas. O vocalista
destruiu nos covers de Cradle of Filth, mas também
poderia pensar um pouco mais no seu visual.
Resultado: Um show impecável, pena que curto
afinal, assim como Peter Tatgren do Hypocrisy, Maya
é uma das bateristas mais requisitadas e ocupadas
da região hahahahaha.
Vamos
agora ao final do evento. Falar desses caras pode parecer
rasgação de Seda, mas com os novos integrantes,
é inegável que a qualidade musical da
banda está muito superior as apresentações
feitas anteriormente no Hammer. Fabio, Hugo, Matias
e Esteban estavam lá acompanhados do novo Guita
e novo batera. Desfilaram as musicas próprias
e mais três covers da banda norueguesa Dimmu Borgir.
O Set list foi o seguinte: Lustrum, Let me die, Spellbound,
Slaves, Mourning Palace, In Death Embrace, Black Hearted
e Ater Letum. Alguns fatores comprometeram a apresentação
em alguns momentos, mas pra mim a mais significativa,
foi o fato do teclado estar muito baixo para o público.
As linhas melódicas de Esteban, há muito
tempo, têm sido o diferencial da Ater, e nesse
ponto a equalização do som falhou e feio.
Resultado
do evento, de um lado, uma banda prejudicada pela irresponsabilidade
de um único integrante, que quebrou toda a concentração
e entrosamento, transformando uma apresentação
que tinha tudo para ser um destaque em uma piada de
mau gosto, e de outro, duas bandas extremamente profissionais,
que provam que nossa região tem representantes
fortes em estilos tão pouco difundidos por aqui.
Wagner Galesco
Colaborador Metal Rise
Gothic Kaballah