15/08/2008
- Lethal Charge, Flesh Grinder, Bandanos, no Hammer
Rock Bar
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A
galera que curte o lado mais agressivo do Metal já
estava em polvorosa desde que esse rolê foi anunciado
há uns meses (como parte da programação
do Autorock 2008), uma vez que as opções
de show nessa linha thrash/extremo andam parcas de uns
meses pra cá - e meu, valeu cada dia da espera.
Um
pequeno parêntese, antes da resenha em si: foi
um enorme prazer chegar aos arredores do Hammer e ver
MUITA gente em um dia que não é de xaropada
cover ou banda gringa. Thrashers com camisa cinza (foi
preta eras atrás), HCs com bandana Suicidal trocando
idéia com a moçada death, punks bebendo
cerveja com black metallers e dando risada, todos numa
harmonia só e prestigiando bandas nacionais…
excelente!
Mas
o que interessa é o barulho, que começou
meio tarde devido a problemas técnicos, se não
me engano… a gente tá acostumado, sempre
faz parte, mas é legal considerar o público
mais novo e os que trabalham no sábado. O Lethal
Charge, verdadeira instituição do rock
pesado da região, subiu ao palco mandando seu
recado duro e cru, com o som BEM alto. Sempre que vejo
o Michel (B/V) em ação não consigo
me conformar
com
o fato dele não ter entrado no Sepultura…
(ele ficou em 2º nas audições pra
substituir o Max, escolheram o Derrick e o resto é
história) - hardcore thrash totalmente na cara,
neurótico, e com uma presença de palco
muito melhor desde a última vez que vi os caras
ao vivo. Repassando sons de toda a carreira e mais umas
novidades, detonaram: agora é esperar o CD novo
e marcar mais shows, pô.
Vinda
lá da distante Santa Catarina, era a enorme a
expectativa pra ver o Flesh Grinder, não só
pelos feitos na carreira (vários lançamentos
e shows no exterior), mas principalmente pelo performance
muito comentada. O trio de dementes regurgitou seu goregrind
com muita energia - vocais com mais efeito que filme
do Spielberg, um batera estricnado descendo o braço,
riffs doentios e com um fortíssimo cheirão
do velho Autopsy. Mandaram uma porrada de sons num longo
set, e mantiveram o pique da galera lá em cima
durante toda a apresentação - que fechou
com uma versão esmagadora da "Slowly We
Rot"… preciso ver esses caras mais, que voltem
logo!
No
intervalo me disseram que o Bandanos tinha sumido, não
davam sinal de vida, e não ia rolar. Já
tava
decepcionado
absurdo quando vi o backdrop deles sendo erguido atrás
da batera - beleza, a pancadaria ia rolar sem problemas!
Tinha ouvido falar muito neles por uns amigos mais inteirados
em crossover, mas o que vi impressionou demais, superou
de longe a expectativa. O som dos caras é uma
verdadeira usina de energia, com o Cristiano alucinadíssimo
no palco, nêgo não pára um segundo.
Moshpit arregaçante durante o massacre todo -
mas sempre mantendo o respeito e ajudando que caía,
regra NÚMERO UM do pit. Me lembrou a guerra de
17/5 em Sampa (vulgo Maquinaria Fest), com a galera
de bandanas agitando alucinadamente na porradaria a
la Cryptic Slaughter/D.R.I./Suicidal. Virei fã
na hora, preciso correr atrás de mais shows e
lançamentos deles… mas que p*ta revelação,
meu amigo!
Enquanto
redijo estas mal-traçadas linhas com um Six Feet
Under nas caixas, vou me preparando pro fechamento do
evento agora à tarde, com o glorioso Cólera
e outro enorme orgulho do barulho campineiro, os maledetos
Muzzarelas. Um festival que já se torna tradicional
na cidade pela qualidade dos shows, diversidade do cast
e atividades que integra sua agenda, o Autorock tem
seu nome como parada obrigatória nos eventos
underground do ano em Campinas. Fica aqui o parabéns
e agradecimento ao ETE dos Muzzas, Bruno Salvetti e
demais envolvidos na organização - essa
parada envolve um trabalho monstro, mas que compensa
ao ver a moçada surda e com sorriso de orelha
a orelha. MOSH 'TIL DEATH!!!
P.S.:
acertaram lindo na mesa de som esse dia!
P.S. 2: Adriano, e esse chopp? AuhAUhUHAuhauhA…
Glauco
Sarco
Colaborador Metal Rise