01/06/2008 - NOSFERATU e Slayer cover, Hammer
Rock Bar
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Antes
de mais nada, o prometido eram dois covers: o do Slayer
e um do Death, mas chegando ao local fui informado que
o segundo não se apresentaria, pois a banda acabara
um dia antes - por tal razão, num flagrante desrespeito
à organização do bar e, principalmente,
ao (pequeno, infelizmente) público que compareceu
principalmente para vê-los, cancelaram seu show.
Afinal, era enorme a curiosidade pra ver se uma banda
de covers conseguiria reproduzir ao vivo os bumbos do
"Human" ou o baixo do "Individual Thought
Patterns"…
Pra
compensar, a moçada do Nosferatu foi chamada
em cima da hora pra não deixar na mão
o público que assistiria 2 bandas - e com toda
sua experiência de estrada, encararam a tarefa
com segurança e tranqüilidade. Pra mim,
foi ainda melhor, pois o trabalho de uma banda autoral
deve ser sempre valorizado e - mais que tudo - priorizado.
Pena que os pagantes eram poucos, mas estes com certeza
se satisfizeram plenamente com o tradicional heavy dos
caras (ironicamente, uma divergência de estilo
se comparar ao som inicialmente agendado). Destaque
para a performance dos novos membros, que apesar da
pouca idade mandaram muitíssimo bem na cozinha:
o velho guerreiro Hussein acertou em cheio nas escolhas!
Agora
o Slayer cover, que se chama Vallyum, foi de doer. Não
gosto de descer o sarrafo em resenhas, mas sou um tanto
"xiita" quanto a covers - e uma exigência,
no mínimo, deve ser respeitada: tocar os sons
com fidelidade o mais próximo possível
ao original, pra não dizer que tem que ser idêntico
mesmo. Se alguém decide trilhar esse caminho
(a meu ver, mais fácil) de covers, que faça
seu trabalho direito, e não foi exatamente isso
o que assistimos nessa noite: andamentos errados (aceleravam
quando não devia, freavam nas pancadarias), letras
no melhor estilo "embromation", solos mutilados
sem piedade. Das três, uma: ou aprendem a emular
a banda com fidelidade pra continuar nessa, ou procuram
outra coisa pra fazer (outro cover, investir em som
próprio, sei lá), ou desistam de tocar
– que, aliás, nunca recomendo.
Resumindo:
foi um domingão de mais baixos que altos, salvo
apenas pela competência e coragem do Nosferatu
em encarar uma fogueira de última hora dessas.
Palmas - como habitual, felizmente - pros caras!
Glauco
Sarcófago
Colaborador Metal Rise